domingo, 25 de novembro de 2012

Vicente Pires: Caos em dia de chuva



Vicente Pires, ou como ainda é conhecida por muitos, Colônia Agrícola Vicente Pires, era originalmente uma área rural, mas com a especulação imobiliária se transformou rapidamente em um setor habitacional dividido em condomínios. 
A cidade tem cerca de 60 mil habitantes e pelo fato de  ainda não ser regularizada,  sofre com a   infraestrutura precária. Esse problema  fica bem evidente com a chegada das chuvas. A falta de um sistema adequado para o escoamento das águas  causa um transtorno enorme para quem anda de ônibus, de carro ou a pé, pois basta uma pequena chuva para que parte do asfalto seja arrancado  e apareçam enormes buracos nas vias.
                                                           Foto internet

Outro problema muito comum nessa época são os alagamentos que acontecem depois de uma chuva prolongada. A maioria das ruas fica intransitável, formam-se verdadeiras lagoas no asfalto. A empresária Deusenira Alves, que tem um comércio na cidade, conta que em dias de chuva forte não sai da loja com medo das enxurradas. "É tanta água que tenho medo de ficar com o carro preso no alagamento", disse.
O vídeo abaixo dá uma ideia de como ficam as pistas após um período de chuva forte.

                                                                                                      Vídeo da internet
Em dias de chuva a cidade fica alagada


História da cidade 
(Fonte: Adm. Regional)

Vicente Pires nos anos 60 foi habitada por índios, e nos anos 70 por fazendeiros tem uma história brilhante. Uma história que ganhou nova densidade a partir de 1989, quando o então Governador José Aparecido, resolveu centralizar para as Colônias Agrícolas Vicente Pires, Samambaia e São José, o processo de expansão da área de produção rural da Colônia Agrícola de Águas Claras. A partir de convênio intermediado pelo GDF e realizado por meio da Fundação Zoobotânica, foi feito um contrato de uso do solo para produção agrícola com cerca de 360 chacareiros, cujo prazo tinha um tempo de uso estipulado em 30 anos.

Essas famílias transferiram-se para essa região, trazendo consigo o sonho da esperança por novos dias, onde os valores se extraiam da certeza da boa convivência com a natureza que seria determinante para o desenvolvimento e crescimento das novas áreas criadas. Aqui se produzia de tudo: hortifrutigranjeiro, hortaliças, leite de cabra e bovino, flores, e vários de tipos de fruta, como a manga, banana, laranja, mexerica, limão e uva, além de milho e feijão. Mas não é só isso, a região também se destacou pela grande produção de vinho e criação de pombos-correio que, aliás, são conhecidos em vários países da Europa, África e América do Sul. A riqueza dessa região se dava não só pela fertilidade do solo, mas, também pela abundância de água, escorridas pelos córregos Vicente Pires e Samambaia e se tivéssemos que ser representados por um pássaro, o tucano seria esse representante, pois é um dos maiores habitantes de nossa fauna e flora.

A primeira Instituição representativa da cidade foi a APROAC- Associação dos Produtores do Projeto Rural de Águas Clara, cujo Presidente era o Senhor Gentil Rodrigues Farias. Em 1994, essa instituição transformou-se em ARVIPS - Associação dos Produtores Rurais de Vicente Pires, cuja denominação atual é Associação Comunitária de Vicente Pires.

A história dos últimos vinte anos da cidade é conhecida por grande parte da população, pois assim como ocorreu na maioria das regiões Administrativas de Brasília, Vicente Pires passou a fazer parte do sonho de moradia de muitos Brasileiros que buscavam nesse cantinho do Distrito Federal uma nova oportunidade de vida e desenvolvimento para seus filhos. Foi assim que devagarzinho a cidade ganhou forma e se transformou numa das mais promissoras Regiões Administrativas do DF, com cerca de 20 mil famílias e 70 mil habitantes.


domingo, 18 de novembro de 2012

Fora das tradições brasilienses, grupo de quadrilha de Samambaia ganha ascensão na cidade


Fundada em 1992, em Samambaia, a Quadrilha Se Bobiá a gente Pimba, tem como objetivo buscar jovens da comunidade para manter as tradições juninas  e propagar  a alegria nos locais onde se apresenta.  O grupo é bastante conhecido no Distrito Federal pelos diversos prêmios que conquistou, incluindo concurso nacional de quadrilhas realizado em setembro de 2011 em Sergipe. Toda essa ascensão é devido ao criador e presidente do grupo, Claudeci Martins, que também é Presidente da LINQ-DFE (Liga Nacional de Quadrilhas do Distrito Federal e Entorno).
Esse ano, Se Bobiá a gente Pimba vem apresentando a história de casamento, de um povo movido pela crença, costumes e tradição. Protagonizados por Zé Qualquer e Chica, o casamento está sendo ameaçado e será mostrado por meio do conhecido passeio na roça.
O grupo passa por ensaios e apresentações entre os meses de janeiro a setembro e, depois desse período, o grupo se volta para pesquisas sobre novos temas das futuras apresentações. A comunidade da cidade de Samambaia se diverte muito acompanhando os ensaios do grupo, além de participar no preparo das vestimentas.
Para Claudeci, o grupo de quadrilhas é uma ótima oportunidade para os jovens conhecerem outras culturas e histórias com o envolvimento na quadrilha, e ainda traz oportunidades como participar de festivais fora do Distrito Federal. Ele ainda destaca que consegue desenvolver trabalho com a Quadrilha Mirim e Infanto, tem diversos projetos culturais e esportivos juntos à comunidade, atingindo todas as faixas etárias e promovendo a inclusão social.

                            

terça-feira, 13 de novembro de 2012

CENTRO OLÍMPICO DE SAMAMBAIA: FORMANDO ATLETAS E CIDADÃOS





O Centro Olímpico Rei Pelé foi o primeiro a ser inaugurado no Distrito Federal, em 16 de Outubro de 2009, com direito a presença do rei do futebol, Pelé. Hoje, são 3440 alunos matriculados, em 17 modalidades. Crianças a partir dos quatro anos podem se matricular, há também atividades especificas para idosos e pessoas com deficiência.
As vagas são divulgadas na primeira semana de cada mês. Aqueles que desejam praticar uma das modalidades disponíveis, deverão ser moradores da cidade e  quem está em idade escolar, no ato da inscrição, deverá apresentar declaração escolar.
Segundo a chefe do Núcleo de Registro e Atendimento, Suiame Mota, o Centro Olímpico não tem somente a função de formar atletas, e sim formar cidadãos. “Se formarmos atletas será apenas uma conseqüência, mais importante é conseguirmos formar pessoas melhores lá na frente”, ressaltou Suiame.
O propósito do espaço é garantir atividades esportivas, culturais e de lazer, através das parcerias do Centro com a Secretaria de Esportes e a FAC (Fundação Assis Chateaubriand), que coordenam cursos de  qualificação social, como os de informática  e preparação  para empregos. Os parceiros também mantêm um grupo de apoio social aos alunos com problemas de comportamento,  o projeto Mala do Livro, onde os alunos podem pegar livros emprestados, e ainda um projeto social com menores infratores.
O Centro Olímpico Rei Pelé funciona com atividades de terça a sexta-feira, das 8h  ao 12h e das 14h às 18h. Segundo o diretor do centro, Amilton da Silva Pedro,  o local é fechados às segundas-feiras para manutenção do local, para melhor atender aos alunos.
                                                                                                           


Modalidades oferecidas:
·         Atividade física orientada
·         Atletismo
·         Basquete
·         Brocha paraolímpica
·         Capoeira
·         Dança de salão
·         Futebol de areia
·         Futsal
·         Ginástica rítmica
·         Ginástica localizada
·         Handebol
·         Hidroginástica
·         Natação
·         Tênis
·         Vôlei de praia de quadra