Vicente Pires, ou como ainda é conhecida por muitos, Colônia Agrícola Vicente Pires, era originalmente uma área rural, mas com a especulação imobiliária se transformou rapidamente em um setor habitacional dividido em condomínios.
A cidade tem cerca de 60 mil habitantes e pelo fato de ainda não ser regularizada, sofre com a infraestrutura precária. Esse problema fica bem evidente com a chegada das chuvas. A falta de um sistema adequado para o escoamento das águas causa um transtorno enorme para quem anda de ônibus, de carro ou a pé, pois basta uma pequena chuva para que parte do asfalto seja arrancado e apareçam enormes buracos nas vias.
Foto internet
Outro problema muito comum nessa época são os alagamentos que acontecem depois de uma chuva prolongada. A maioria das ruas fica intransitável, formam-se verdadeiras lagoas no asfalto. A empresária Deusenira Alves, que tem um comércio na cidade, conta que em dias de chuva forte não sai da loja com medo das enxurradas. "É tanta água que tenho medo de ficar com o carro preso no alagamento", disse.
O vídeo abaixo dá uma ideia de como ficam as pistas após um período de chuva forte.
Vídeo da internet
Em dias de chuva a cidade fica alagada
História da cidade
(Fonte: Adm. Regional)
Vicente Pires nos anos 60 foi habitada
por índios, e nos anos 70 por fazendeiros tem uma história brilhante.
Uma história que ganhou nova densidade a partir de 1989, quando o então
Governador José Aparecido, resolveu centralizar para as Colônias
Agrícolas Vicente Pires, Samambaia e São José, o processo de expansão da
área de produção rural da Colônia Agrícola de Águas Claras. A partir de
convênio intermediado pelo GDF e realizado por meio da Fundação
Zoobotânica, foi feito um contrato de uso do solo para produção agrícola
com cerca de 360 chacareiros, cujo prazo tinha um tempo de uso
estipulado em 30 anos.
Essas famílias transferiram-se para essa
região, trazendo consigo o sonho da esperança por novos dias, onde os
valores se extraiam da certeza da boa convivência com a natureza que
seria determinante para o desenvolvimento e crescimento das novas áreas
criadas. Aqui se produzia de tudo: hortifrutigranjeiro, hortaliças,
leite de cabra e bovino, flores, e vários de tipos de fruta, como a
manga, banana, laranja, mexerica, limão e uva, além de milho e feijão.
Mas não é só isso, a região também se destacou pela grande produção de
vinho e criação de pombos-correio que, aliás, são conhecidos em vários
países da Europa, África e América do Sul. A riqueza dessa região se
dava não só pela fertilidade do solo, mas, também pela abundância de
água, escorridas pelos córregos Vicente Pires e Samambaia e se
tivéssemos que ser representados por um pássaro, o tucano seria esse
representante, pois é um dos maiores habitantes de nossa fauna e flora.
A primeira Instituição representativa da
cidade foi a APROAC- Associação dos Produtores do Projeto Rural de
Águas Clara, cujo Presidente era o Senhor Gentil Rodrigues Farias. Em
1994, essa instituição transformou-se em ARVIPS - Associação dos
Produtores Rurais de Vicente Pires, cuja denominação atual é Associação
Comunitária de Vicente Pires.
A história dos últimos vinte anos da
cidade é conhecida por grande parte da população, pois assim como
ocorreu na maioria das regiões Administrativas de Brasília, Vicente
Pires passou a fazer parte do sonho de moradia de muitos Brasileiros que
buscavam nesse cantinho do Distrito Federal uma nova oportunidade de
vida e desenvolvimento para seus filhos. Foi assim que devagarzinho a
cidade ganhou forma e se transformou numa das mais promissoras Regiões
Administrativas do DF, com cerca de 20 mil famílias e 70 mil habitantes.





